Averbamento (s. m.): Acto ou efeito de averbar; Nota lançada à margem de um título ou registo; Registo.

29
Mar 10

A conversa começa quase sempre assim, a medo, discreta no chat da rede social. A sensação do "será que ainda te lembras de mim?" presente na mente e no formigueiro que se instala na ponta dos dedos. "Olá. Há quanto tempo... Como estás?"

Desfiam-se memórias, perguntas sobre a vida, que se faz e que se fez, que se vai fazer a seguir. Recorda-se os cinco, dez, quinze ou vinte anos em que não nos falamos. Trocam-se números de telemóvel, endereço de email e a promessa do "um destes dias temos de tomar café" ou um "quando cá vieres diz alguma coisa", na versão para quem está mais distante do interlocutor.

 

Vivemos num tempo em que a facilidade de mobilidade e de comunicação é enorme e, por vezes, parece que estamos mais distantes do que quando se tinha como único meio de transporte o cavalo e a carta que demorava uma semana a percorrer cem quilómetros era o meio de comunicação mais rápido.

Mas é também nestas alturas que, com as suas virtudes e defeitos, acabamos por dar graças ao tipo que se lembrou de inventar as redes sociais!

publicado por Helder Robalo às 10:30
Averbamentos:

A vida tem o condão de não nos deixar sonhar muito. Faz mal à sanidade mental. Por isso, quando menos esperamos, ela logo aparece, agarra-nos pelos ombros e dá-nos um valente safanão que nos obriga a abrir os olhos e a deixar de sonhar. Pés no chão e olhos bem abertos. O futuro está ali ao virar da esquina.

publicado por Helder Robalo às 10:26
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26
Mar 10

Amanhã, entre as 20h30 e as 21h30 apague as luzes todas lá de casa. Junte-se aos milhões que o vão fazer a nível mundial.

publicado por Helder Robalo às 16:28
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25
Mar 10

Leio e não acredito no que leio.

De acordo com o Diário de Notícias de hoje, na análise aos castigos aplicados pela Comissão Disciplinar da Liga de Clubes a Hulk e Sapunaru,o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) concluiu que estes tinham sido errados na medida em que, de acordo com a interpretação do CJ da FPF, os stewards não são intervenientes na partida de futebol. «O acórdão considera que os ARD [Assistentes de Recinto Desportivo, vulgo stewards] não estão apontados pelos regulamentos como intervenientes do jogo, pelo que "só resta a possibilidade" de os colocar ao mesmo nível ao público», lê-se na notícia do DN.

Ora esta "possibilidade" só pode ser algo, como diz o povo, de "cagar a rir". É que se isto for para ser levado a sério, da próxima vez que for a um estádio de futebol ver um jogo quero, no final do mesmo, ter acesso ao túnel do estádio ou entrar no relvado tranquilamente sem ser perseguido por esses "espectadores" de colete amarelo que costumam estar o tempo todo de costas para o relvado.

 

É por decisões destas, da Liga e da Federação, que o futebol português não consegue ser credível a nível internacional.

 

P.S. - Naturalmente, o que está aqui em causa, no meu entender, não é a duração das suspensões, mas a ambiguidade de um regulamento que permite a duas instituições similares decisões tão díspares como estas. Ao pé destes regulamentos, o Código Penal parece uma brincadeira de crianças.

publicado por Helder Robalo às 11:06

23
Mar 10

Assisti ontem com algum interesse ao tão anunciado debate com os quatro candidatos a líder do PSD. Assisti e quase desisti tal a má qualidade do debate. Das ideias de Castanheira de Barros pouco fiquei a conhecer. Além de o senhor ter pouco traquejo para esta coisa dos debates de televisão, o candidato out-sider foi constantemente interrompido pelos outros candidatos e pela própria moderadora/entrevistadora.

Quando a Passos Coelho, tem o mérito de saber jogar com o espaço televisivo, embora, por vezes abuse um pouco da demagogia com o intuito de chegar às massas do partido. E estragou tudo com aquela coisa do "deve-se demitir o Procurador Geral da República, mas o PSD não deve demitir" (ou algo muito parecido com isto).

Paulo Rangel, uma espécie de D. Sebastião para muitos dos ditos "barões" do partido, andou dividido entre as críticas ao PS e ao (des)governo de Sócrates (mas nunca assumindo, claramente, que quer demitir o Governo PS) e as críticas aos outros candidatos, aliando-se, por vezes, a Aguiar-Branco na tentativa de encostar Passos à parede e tentar descredibilizar o candidato que supostamente lidera as sondagens internas. Nomeadamente com a questão do apoio a uma recandidatura de Cavaco Silva à Presidência da República.

Pior este Aguiar-Branco. Dado como, dos três principais candidatos, o que se encontra em pior situação nas preferências do partido, preferiu passar grande parte do tempo armado em menino desgraçado a quem todos tentam prejudicar e afastar da campanha. Teve mesmo momentos, como aquela do "trouxe aqui as assinaturas para o Rangel as contar" (logo no arranque do debate), em que se assemelhou assustadoramente a Santana Lopes.

Contas feitas, quem saiu a ganhar deste debate, claramente, foi o actual primeiro ministro que chegou à conclusão que, de momento, o PSD ainda não tem um candidato para lhe fazer frente. Além do mais, creio que ficou claro que logo após as eleições se vai instalar no seio dos sociais-democratas o clima de guerrilha interna a que nos habituamos nos últimos dez anos.

No meio de tudo isto, saiu claramente a perder o País. Num momento em que o governo PS parece desorientado e sem saber muito bem o que fazer - mesmo no seu seio à fortes críticas de históricos à liderança de Sócrates -, a alternativa mais "viável" na Oposição parece não ser alternativa.

publicado por Helder Robalo às 16:05
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20
Mar 10

Mais de cem mil voluntários juntaram-se para limpar as florestas, praias, matas e freguesias portuguesas. Em muitos locais limpando o que são terrenos do Estado, fazendo o que deviam fazer os serviços do Estado. Dá que pensar.

publicado por Helder Robalo às 18:36
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19
Mar 10

A situação que ontem se viveu nas imediações de Alvalade afinal não seria de todo uma surpresa. Segundo o Correio da Manhã - versão que já tinha ouvido ontem à noite no noticiário da RTP2 - "após o jogo da 1.ª mão, as autoridades descobriram que as duas claques combinaram uma batalha campal num local de Lisboa".

Ora, perante isto, e tendo até em conta não só os problemas causados pela Frente Atlético com a claque do Marselha, mas também o ocorrido no Porto antes do jogo para a Champions há um ano, precisamente, não seria de garantir um efectivo policial adequado nas imediações do estádio com uma grande antecedência?

Fala-se agora em castigos severos para os dois clubes. Nada mais errado no meu entender. Punir os clubes - com jogos à porta fechada ou multas pesadas - em pouco ou nada prejudica as claques mais violentas. Quanto muito esses simpatizantes ficam sem ver dois ou três jogos de futebol.

Não seria preferível fazer-se antes como sucedia, sobretudo na década de 1980, em Inglaterra? Com adeptos proibidos de viajar para as cidades dos jogos, impedidos de se aproximarem das imediações dos estádios onde a sua equipa jogasse ou banidos, para sempre, dos estádios de futebol?

Ou vamos continuar a brincar aos polícias e ladrões e só tomar medidas, a sério, quando voltarem a morrer pessoas nas imediações dos estádios de futebol?

publicado por Helder Robalo às 10:46
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Estive a olhar com mais atenção para os números do desemprego e das ofertas de trabalho do último relatório emitido pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e deparei-me com algumas coisas interessantes, para lá do dramático número de 651.664 inscritos nos centros de emprego, sendo que 296.020 (52,7%) são mulheres.

Por exemplo, na região Norte estão inscritas 274.614 pessoas e na de Lisboa e Vale do Tejo são 188.840 os inscritos. Além disso, 342.852 pessoas têm 35 ou mais anos e, destas, 96.157 têm mais de 55 anos.

Em contrapartida, aos mais de 651 mil inscritos os centros de emprego disponibilizam 18.340 ofertas de emprego. Das quais 3.271 para Pessoal dos Serviços de Protecção e Segurança, 1.832 para Outros Operários, Artífices e Trabalhadores Similares, 1.463 para Trabalhadores Não Qualificados dos Serviços e Comércio e 1.447 para Trabalhadores Não Qualificados das Minas, Construção Civil e Indústria Transformadora.

De salientar ainda que, ao longo do mês de Fevereiro surgiram 8.485 ofertas de empregos - das quais 5.351 no sector dos Serviços - e foram colocadas 4.499 trabalhadores: 118 na Agricultura, Pecuária, Caça, Silvicultura e Pesca, 1.516 na Indústria, Energia e Água e Construção e 2.852 nos Serviços.

publicado por Helder Robalo às 09:45
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17
Mar 10

De acordo com alguma imprensa, há em Portugal cerca de 19 mil propostas de emprego que os cerca de 560 mil desempregados nacionais não querem.

Logo se levantaram coros imensos, por essas redes sociais fora, contra os malandros dos desempregados portugueses que não querem fazer nenhum e aquilo que gostam mesmo é viver à custa do dinheiro dos outros, encher os bolsos com dinheiro do Estado em vez de irem trabalhar.

Lendo o trabalho publicado no Diário de Notícias pela Carla Aguiar, citando a dirigente da CGTP Maria do Carmo Tavares, "descubro" (ironia pura) que «muitas das apregoadas 12 mil ofertas de emprego por preencher dizem respeito a trabalhos de três horas por dia e a salários de 300 euros e isso ninguém diz». Curioso que muitos se esqueçam de citar estar parte, não é?

Ou será que é justo obrigar os desempregados a abdicar de um subsídio de desemprego já de si penalizador para aceitarem propostas de trabalho destas? Ou, então, daquelas outras correspondentes ao salário mínimo nacional em troca de 12 horas de trabalho?

Ainda no mesmo trabalho, descubro também que o economista Carlos Pereira da Silva, ex- presidente do Instituto de Gestão de Fundos da Segurança Social defende que "os ganhos de produtividade não podem ser à custa de baixos salários, mas de inovação e qualificação". «"Isto não só coloca os desempregados como os culpados da crise - alguns descontaram toda a vida e investiram na sua formação -, como replica o modelo chinês dos baixos salários, que em última análise nos levou à situação em que estamos", disse ao DN».

Mas não será a forma mais fácil de contornar os problemas? Corta-se nas despesas com salários para aumentar os lucros. Pouco importa que esteja mais que provado que este modelo e esta política laboral seja errada.

publicado por Helder Robalo às 20:15
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16
Mar 10

E é por isso que gosto desta: «Santana Lopes tem razão quando critica os que se calaram no congresso sobre a chamada lei da rolha que levou a votos e viu aprovada em Mafra. E tem razão em criticar especialmente os candidatos a líder, que agora se apresentam como virgens ofendidas e, entre as paredes do congresso, a deixaram passar» (Luciano Alvarez, no Público, 16.03.2010)

publicado por Helder Robalo às 17:59
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