Averbamento (s. m.): Acto ou efeito de averbar; Nota lançada à margem de um título ou registo; Registo.

29
Mai 10

Em 2009 a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome recolheu e distribuiu 23.086 toneladas de alimentos. Apoiou 1.699 instituições. Assistiu 260.855 pessoas. Mais onze mil do que no ano anterior.

 

Hoje e amanhã vamos dar alimentos contra a fome. Mais de 27 mil voluntários vão convidar os portugueses a serem solidários com os mais necessitados da sua região, doando alimentos, em 17 regiões do país (Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Beja, Aveiro, Abrantes, S.Miguel, Setúbal, Cova da Beira, Leiria-Fátima, Oeste, Algarve, Portalegre, Braga, Santarém, Viseu e Viana do Castelo).

 

Porque hoje é para os outros, mas amanhã pode ser para nós.

publicado por Helder Robalo às 18:14
Averbamentos:

28
Mai 10

Morreu em casa, há cerca de 15 dias, num apartamento de Canidelo, Gaia, mas só ontem o cadáver foi encontrado, embora o mau cheiro tivesse invadido o prédio há já alguns dias. José, de 51 anos, morava sozinho e há muito que não falava com a vizinhança.

 

É assim que Ana Esteves, no Jornal de Notícias, nos enquadra este caso. Durante 15 dias ninguém deu pela falta deste homem. Durante duas semanas ninguém mostrou interesse em saber o que teria acontecido com o José que ninguém via. Aos 51 anos este homem não tinha ninguém que se preocupasse com ele.

Faz lembrar o caso do emigrante português que esteve três anos morto dentro de casa sem que ninguém se preocupasse com o seu desaparecimento.

Casos destes, infelizmente, parecem ser cada vez mais habituais, numa sociedade que vive constantemente na ansiedade de cumprir com as suas obrigações laborais, fiscais e afins esquecendo, no entanto, os seus deveres solidários e familiares.

publicado por Helder Robalo às 13:01
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21
Mai 10

Todos os dias via as notícias, lia os jornais e ouvia a rádio. E vivia cada vez mais angustiado com tudo o que via, ouvia e lia. Parecia que vivia num País sem rumo e sem futuro, sem líderes sérios e gente capaz de pensar. Um dia pensou em fugir. O despertador acordou-o para a realidade e para a necessidade de ir trabalhar.

publicado por Helder Robalo às 13:11
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14
Mai 10

Bento XVI deixou Portugal com renovada imagem entre os cristãos portugueses, pelo menos. É simples de perceber isso se ouvirmos a voz do povo nas televisões ou lermos as páginas dos jornais. Joseph Ratzinger, como alguém escrevia há dias, é cada vez menos Ratzinger e mais Bento XVI para os portugueses.

A mudança parece ter começado desde logo com o discurso de Bento XVI ainda a bordo do avião, perante os jornalistas, quando, pela primeira vez, assume que o problema da pedofilia de padres católicos está dentro da Igreja e não é o resultado de uma perseguição movida por entidades estranhas à mesma.

Depois disso, Bento XVI apareceu com outra imagem, sorridente, afável, com ar simpático. Bento XVI, um Papa um pouco à imagem do rigor germânico, quebrou mesmo o protocolo, várias vezes, para tocar o povo, para interagir directamente com ele. E os portugueses renderam-se.

Dificilmente o actual Papa conseguirá ter dos portugueses o mesmo carinho que tinha Karol Wojtyła. Mas a verdade é que depois destes quatro dias em Portugal, a imagem que os portugueses tinham dele começou a mudar e muito.

publicado por Helder Robalo às 15:11
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08
Mai 10

Contam-se os minutos no relógio para aquele que quase parece ser o dia mais importante do ano até ao momento. Já estou a imaginar as primeiras capas dos jornais amanhã e as televisões. Benfica e Braga, os jogos do título. Um país inteiro em suspenso, durante 90 minutos, por causa de um jogo (bem, dois jogos) de futebol.

De-se graças a Deus por esta conjugação de factores que nos irá permitir esquecer a crise financeira, as dificuldades do dia-a-dia, o diminuir dos subsídios de desemprego e todos os outros problemas, menor com toda a certeza, que inquietam Portugal.

 

Houvesse mais jogos do título todas as semanas e o Portugal seria um local muito mais agradável para se viver.

publicado por Helder Robalo às 23:48
Averbamentos:

Numa altura em que andamos constantemente preocupados com a imagem que transmitimos para os mercados internacionais, o Governo português volta a dar uma no cravo e outra na ferradura.

Primeiro foi o ministro das Finanças a anunciar que os grandes investimentos públicos iam ser reavaliados. No mesmo dia o ministro das Obras Públicas anunciava que o TGV e o novo aeroporto de Lisboa, entre outras obras, iam (tinham de) avançar e que só seria suspensa parte de uma auto-estrada. Porque havia compromissos assumidos e "o Estado é uma pessoa de bem".

Agora, uma semana depois, o chefe do Governo vem dizer que o novo aeroporto de Lisboa e a terceira travessia sobre o Tejo vão ser reavaliados e provavelmente adiados de modo a permitir uma mais rápida consolidação do défice.

Que imagem de coerência passamos nós afinal para o estrangeiro? Por muito pertinentes que sejam estes adiamentos?

publicado por Helder Robalo às 17:38
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03
Mai 10

Porque hoje é um dia importante para os jornalistas.

publicado por Helder Robalo às 12:46
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