Averbamento (s. m.): Acto ou efeito de averbar; Nota lançada à margem de um título ou registo; Registo.

23
Mar 11

Os partidos da Oposição, com a bênção - primeiro em tom bem audível, depois em silêncio - de Cavaco Silva conseguiram aquilo que pretendiam: provocaram a demissão de Sócrates. Já Sócrates, perante a inevitabilidade, fez o que era mais expectável: foi a Belém apresentar a demissão ao Presidente da República. Nada de novo, nada que surpreenda totalmente, desde que Cavaco, à entrada para o segundo e último mandato, mandou às urtigas a cooperação estratégica e se vingou dos ataques do PS encostando o seu líder às cordas perante o olhar atento de todo o País e dos principais líderes europeus. Nada que surpreenda quando se estava perante um Governo sem maioria e forçado a tomar medidas duras para o País e, sobretudo, para os bolsos dos portugueses.

 

A Oposição, como era esperado nos últimos dias, rejeitou novas medidas de austeridade que, supostamente, pretendiam evitar a entrada do FMI em Portugal - alguém acredita mesmo que as anteriores medidas não foram tomadas com o aval do FMI? O Governo, como seria de esperar, dramatizou a questão e acusou os outros partidos de provocarem a entrada do Fundo Monetário Internacional. Passos Coelho, naturalmente, a partir do momento que o primeiro ministro anunciou que sem PEC4 não governaria, posicionou-se como alternativa ao actual Governo. Sócrates, obviamente, bateu com a porta acusando tudo e todos de lhe terem retirado condições para governar, mas mostrando-se disponível para voltar a ser o principal governante português.

 

No meio de tudo isto, que se vai lixar são os trabalhadores, os pensionistas, os pobres, os remediados, aqueles que trabalham de sol a sol para levar para casa uma miséria de salário, mas que, como se vivessem num país rico, vão ter de pagar os custos de uma nova campanha eleitoral. Que, ou muito me engano, ou vai resultar em nova campanha dentro de ano e meio a dois anos, no máximo. Por uma razão simples: não acredito que qualquer um dos partidos consiga, nas urnas, recolher a maioria dos votos dos portugueses.

 

A ver vamos.

publicado por Helder Robalo às 23:04

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