Averbamento (s. m.): Acto ou efeito de averbar; Nota lançada à margem de um título ou registo; Registo.

14
Nov 11

A realidade em 2011 é já assustadora...

 

publicado por Helder Robalo às 10:50
Averbamentos: ,

13
Out 11

 

Por: Ann Mar

publicado por Helder Robalo às 23:22

A 19 de Julho, e depois de uma entrevista de Bagão Félix à RTP, questionava se o ex-ministro das Finanças não estava a preparar o caminho para o futuro quando dizia: "Por muito que me custe (…) acho que o Governo não pode ser tão perentório a dizer que para o ano não há, outra vez, um imposto extraordinário, porque tem de haver alguma coisa em contrapartida para cobrir estes 800 milhões".

 

Agora, outro reputado "comentador" do bloco PS+PSD+CDS, Marcelo Rebelo de Sousa, vem alisar o caminho dizendo temer que seja necessário reter os subsídios de férias e de Natal. "Espero que isso não seja necessário no caso português. Mas depende, isso depende da nossa economia e da Europa e a Europa não está a dar bons sinais", sublinhou" (Lusa, via Diário de Notícias).

 

No meio de tudo isto, "o Governo prepara para hoje uma comunicação ao País sobre as pesadas medidas de austeridade contidas no Orçamento de Estado para 2012" (Diário de Notícias).

 

Imaginam o que aí vem?

publicado por Helder Robalo às 16:31

29
Set 11

Numa altura em que tanto se tem dito aqui que é preciso fazermos alguma coisa, por que não começar por aqui, por exemplo?

A Direcção do Sindicato dos Jornalistas apela à participação dos jornalistas nas manifestações contra o empobrecimento e as injustiças convocadas para o próximo sábado, dia 1 de Outubro, em Lisboa e Porto.


É NECESSÁRIO DIZER BASTA! 

JORNALISTAS NAS MANIFESTAÇÕES DE 1 DE OUTUBRO 

O Governo decidiu tirar-nos uma parte do subsídio de Natal, aumentar mais os impostos sobre bens e serviços essenciais, subir as taxas moderadoras e os preços dos transportes, agravando o custo de vida. Com a perspectiva de que tudo ficará ainda pior no próximo ano, com a mais que certa alteração dos escalões de IVA. 

O Governo prepara despedimentos fáceis e baratos, ameaçando mesmo liberalizá-los e torná-los arbitrários, diminui a protecção no desemprego e reduz nas prestações sociais. 

O Governo prepara privatizações – incluindo de canais da RTP e da parte do Estado na agência Lusa – prejudiciais ao interesse nacional e contra os direitos dos cidadãos. 

As decisões tomadas e anunciadas pelo Governo agravam a recessão económica, as desigualdades, o desemprego e a precariedade. 

As medidas de austeridade que continuam a ser impostas aos portugueses não só não resolvem os problemas económicos do país como aprofundam as injustiças e atacam o Estado-Social. 

Os sucessivos sacrifícios impostos aos trabalhadores têm provocado uma constante redução do poder de compra dos salários e das pensões. 

É NECESSÁRIO DIZER BASTA! 

Por isso, o Sindicato apela aos jornalistas para que participem nas manifestações contra “o empobrecimento e as injustiças” que se realizam sábado, às 15 horas, em Lisboa (Praça do Saldanha/Praça dos Restauradores) e no Porto (Praça dos Leões/Praça da Batalha). 

Esta luta é de todos – também é nossa! 

Vamos para a rua defender o emprego, os salários, as pensões e os direitos sociais e laborais. 

Lisboa, 29 de Setembro de 2011 

A Direcção do Sindicato dos Jornalistas

publicado por Helder Robalo às 18:13

22
Set 11

Não percebo como é que o Governo, tencionando mexer na lei dos despedimentos, vergando-se mais uma vez à vontade das entidades patronais, não foi, desta vez, mais longe ainda e decidiu que um trabalhador pode ser despedido apenas porque o patrão não gosta da cor das calças. Isso é que era uma medida corajosa. É que para ridículas já bastam estas e as anteriores mexidas.

 

 

Isto faz-me lembrar um episódio da série Hom I met your mother, em que um tipo é despedido do escritório de advocacia porque, num determinado dia, usava uma gravata da mesma cor que a gravata do patrão.

publicado por Helder Robalo às 17:08

20
Mai 11

«Os patrões da indústria querem aumentar o número de horas de trabalho. O objectivo, defende a CIP - Confederação Empresarial de Portugal, é reduzir o "custo unitário do trabalho" para ganhar mais competitividade, um argumento que também já levou a organização patronal a propor o corte nas indemnizações por despedimento». No entender de António Saraiva, é ainda importante alterar «"a forma irrestrita como se encontra garantido o direito à greve", bem como a legislação que estabelece o direito de controlo de gestão pelas comissões de trabalhadores» (in DN Bolsa, Diário de Notícias).

 

E, perante isto, eu cada vez estou mais convencido que na escravatura os escravos tinham mais garantias e os patrões mais obrigações. Se não vejamos: o fruto do trabalho do dono dos escravos dependia directamente das condições em que se encontrava a sua mão-de-obra. Por isso, era obrigado a alimentar com um mínimo de condições o escravo, garantindo-lhe ainda algo parecido com um abrigo e uma cama. Hoje os trabalhadores pagam para se deslocar para o local de trabalho (seja em transportes públicos ou veículo próprio), trabalham muitas vezes diversas horas extraordinárias sem receberem nada em troca e, em muitos casos, à mínima contestação são, pelo menos, colocados na "prateleira dourada" da empresa ou, no limite, despedidos sem direito a qualquer indemnização (pronto, vá lá, nisto evoluímos porque os escravos que se portavam mal era chicoteados ou, no limite, mortos). Isto quando não fica inúmeros meses sem receber salário, vê a empresa fechar portas sem lhe pagar os créditos devidos e ainda tem de pagar para ir a tribunal reclamar aquilo a que tem direito (recebendo-o, muitas vezes, muitos anos depois).

Simultaneamente, não posso deixar de com alguma ironia sorrir, quando ficamos também a saber que, nas empresas cotadas em bolsa, «os administradores executivos ganharam, em média, 513 mil euros, contra os 297 mil euros dos não executivos. O gestor executivo mais bem pago levou para casa 3,1 milhões de euros, quase o dobro do não executivo, 1,6 milhões» (in DN Bolsa, Diário de Notícias). Ou, como se lê no Diário Económico, «cerca de 20 administradores acumulavam funções em 30 ou mais empresas distintas, ocupando, em conjunto, mais de mil lugares de administração, entre eles os das sociedades cotadas", lê-se no relatório anual sobre o Governo das Sociedades Cotadas em Portugal, ontem divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM)».

publicado por Helder Robalo às 12:03

16
Mai 11

A fusão das secções de Economia do “Jornal de Notícias” e do “Diário de Notícias” numa estrutura centralizada destinada a produzir a informação económica para diferentes órgão da empresa Global Notícias preocupa o Sindicato dos Jornalistas (SJ).

 

O comunicado da Direcção do Sindicato dos Jornalistas está disponível no sítio do SJ.

publicado por Helder Robalo às 16:05

As crianças persistentemente maltratadas e com depressões durante um período de tempo significativo poderão experienciar pensamentos suicidas, alerta um livro sobre bullying escrito pelo pai de uma criança vítima deste tipo de violência. "Proteja o seu filho do Bullying" é editado pela Porto Editora, em parceria com a Confederação de Associações de Pais (Confap), e escrito por Allan L. Beane, pai de uma criança vítima de bullying, o que contribuiria para o stress pós-traumático de que sofreu. Este jovem acabaria por se refugiar no consumo de substâncias tóxicas, levando-o à morte. "Compreendo a dor que sentem as crianças que são maltratadas e o sofrimento por que passam os seus pais. Quero acabar com a dor", escreve Allan L. Beane no livro que é apresentado hoje em Lisboa pela presidente da Pro Dignitate - Fundação para os Direitos Humanos, Maria de Jesus Barroso, que assina o prefácio.

O autor refere que, "quando uma criança é vítima de bullying, poderá ter medo de ir à escola. Poderá ficar doente no domingo à noite e enjoado na segunda-feira de manhã, só de pensar em ir para a escola e enfrentar os bullies [agressores]". "Cada dia é um campo de minas social, podendo ocorrer vários acontecimentos desconhecidos e potencialmente perigosos, até que o dia chegue ao fim", lê-se na obra de 240 páginas. Allan L. Beane dirige-se aos pais: "O medo, a ansiedade e o stress poderão levar o seu filho a fingir que está doente, a fugir da escola ou a faltar às aulas". Para o escritor, "qualquer conversa sobre suicídio deve ser levada a sério e merece atenção imediata".

Segundo Allan L. Beane, "o bullying também pode levar uma criança a aderir a um gangue, uma seita, um grupo intolerante ou a um grupo de toxicodependentes". Sublinha ainda que "o bullying é igualmente uma explicação recorrente para a maioria dos tiroteios nas escolas. Após anos de maus-tratos, algumas vítimas de bullying percorrem um caminho bastante triste e perigoso que as faz passar da dor à vingança". Entre os vários "sinais de alerta" que revelam que o jovem pode ser vítima, destacados pelo autor, encontra-se "uma súbita falta de interesse pelas actividades académicas, as suas notas baixarem, darem preferência à companhia de adultos, terem pesadelos e dificuldade em dormir, manifestarem raiva e irritabilidade, apresentarem lesões físicas inexplicáveis, faltarem às aulas, darem sinais de depressão ou de ansiedade". (Agência Lusa, via Diário de Notícias online)

publicado por Helder Robalo às 15:50
Averbamentos:

13
Mai 11
A Direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) rejeita o acordo entre o Governo português, com o apoio do PSD e do CDS, e o trio FMI-BCE-CE, e manifesta a sua solidariedade e apoio a todas as iniciativas sindicais que visem combater as medidas previstas no acordo com a “troika”.
Em comunicado divulgado hoje, 13 de Maio, o SJ considera que o acordo com o trio Fundo Monetário Internacional / Banco Central Europeu / Comissão Europeia, para além de ser "uma declaração de capitulação e de alienação de soberania", atinge directamente a "vida das pessoas e das suas condições de sobrevivência". Os jornalistas não escapam a esta situação, refere o SJ, sublinhando que os profissionais dos média estão a viver o "pior período das suas vidas". 

Esta realidade tenderá a agravar-se, alerta o Sindicato, "se não formos capazes de mudar de rumo". 

É o seguinte o texto, na íntegra, do comunicado do SJ

 

publicado por Helder Robalo às 12:41

07
Mai 11

publicado por Helder Robalo às 17:44
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