Averbamento (s. m.): Acto ou efeito de averbar; Nota lançada à margem de um título ou registo; Registo.

13
Mai 11
A Direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) rejeita o acordo entre o Governo português, com o apoio do PSD e do CDS, e o trio FMI-BCE-CE, e manifesta a sua solidariedade e apoio a todas as iniciativas sindicais que visem combater as medidas previstas no acordo com a “troika”.
Em comunicado divulgado hoje, 13 de Maio, o SJ considera que o acordo com o trio Fundo Monetário Internacional / Banco Central Europeu / Comissão Europeia, para além de ser "uma declaração de capitulação e de alienação de soberania", atinge directamente a "vida das pessoas e das suas condições de sobrevivência". Os jornalistas não escapam a esta situação, refere o SJ, sublinhando que os profissionais dos média estão a viver o "pior período das suas vidas". 

Esta realidade tenderá a agravar-se, alerta o Sindicato, "se não formos capazes de mudar de rumo". 

É o seguinte o texto, na íntegra, do comunicado do SJ

 

publicado por Helder Robalo às 12:41

11
Mar 11

Tal como seria de esperar, depois de acordada, com a benção da UGT, a redução do valor da indemnização de 30 para 20 dias num limite máximo de 12 anos para os novos contratos de trabalho, sabe-se hoje que "a redução das indemnizações devidas aos trabalhadores em caso de despedimento não irá aplicar-se apenas aos futuros contratos de trabalho, mas também aos actuais" (via Jornal de Negócios).

O Governo, com o apoio das associações patronais, e o mais que provável "sim" da União Geral dos Trabalhadores, prepara-se assim para dar maus uma forte machadada nos direitos dos trabalhadores permitindo, simultaneamente, ao patronato tratar, cada vez mais, a classe operária como meros números de mão-de-obra, contratáveis a baixo preço e dispensáveis a preços ainda mais reduzidos.

Aposto dobrado contra singelo em como, a partir do momento em que esta medida entre em vigor, centenas, se não milhares, de trabalhadores com mais de 15 e 20 anos de "casa" serão rapidamente despedidos (dispensados como hoje sói dizer-se), a preços de saldo, e substituídos por trabalhadores a recibos verdes a receber uma ninharia.

 

As novas medidas de austeridade podem ser lidas, por exemplo, no Jornal de Notícias.

publicado por Helder Robalo às 13:16
Averbamentos: , ,

15
Fev 11

Alerta o Sindicato dos Jornalistas que "a TVI tem vindo a abordar vários jornalistas e outros trabalhadores com vista ao seu despedimento disfarçado de rescisões por mútuo acordo e de não renovação de contratos de trabalho a termo". Mais informações no sítio do Sindicato dos Jornalistas.

publicado por Helder Robalo às 19:04

11
Fev 11

Há dias o Pedro Correia desafiou-me a escrever um texto para o Delito de Opinião. Aceitei-o de imediato. Na altura deixei um "alerta" aqui no Bloco para esse tema, através do vídeo da música dos Deolinda "Movimento Perpétuo Associativo", prometendo em breve explicar o porquê da escolha desse tema.

 

Hoje deixo aqui o texto que escrevi para o Delito e que explica o porquê da escolha daquele vídeo depois de ter escrito o texto.

 

Um povo de mansos

"É preciso mudar isto, já não se aguenta." A frase, com mais ou menos variação, corre de boca em boca com frequência. Emocionamo-nos com os Deolinda e aplaudimos de pé Ana Bacalhau enquanto entoa "que mundo tão parvo que para ser escravo é preciso estudar". Saímos do Coliseu e, pela rua fora, comentamos para o lado que "os gajos estão cheios de razão", que "isto era preciso outro 25 de Abril".

Ligamos a televisão e procuramos avidamente as notícias da revolução no Egipto, o povo na rua a exigir a mudança e, invejosos, logo disparamos que "era preciso algo assim mas era cá".

E, distraídos com os incêndios na Rússia, as cheias na Austrália, a revolução na Tunísia ou o ataque terrorista em Estocolmo, deixamos que o Governo nos vá ao bolso e nos tire ao salário mais dois pontos percentuais para pagar o IVA. Entretidos com a constante gatunagem da malta das gasolineiras, vamos dando graças aos sócrates por impedirem que o FMI entre por aí dentro e mande na nossa vida. Enquanto festejamos as goleadas às espanhas, patrões e governantes, sentados à mesma mesa, vão combinando como tirar mais um pouco do salário aos trabalhadores e até como os obrigar a subsidiar a sua própria indemnização. Mas com limites que isto está mal para as empresas e elas não podem andar aqui a dar indemnizações chorudas a esses malandros que só se preocupam com o tacho deles. “Vais para o desemprego aos 45 e agora, se quiseres trabalhar amanha-te, que ainda não tens idade para a reforma.”

Embalados pelos jornais e televisões com os crimes cometidos pelos renatos desta vida e pelas tricas e intrigas dos partidos à esquerda e à direita, nem reparamos que, nos intervalos, os proenças deste Portugal deram o seu aval para que os trabalhadores deixem mais de metade do seu salário nos recibos que têm a cor que devia ser de esperança.

E, no meio disto tudo, distraídos pelos bancos que não fecharam e deviam fechar, continuamos a reclamar que nos estão a ir ao bolso e que era preciso era o povo vir para a rua outra vez. Mesmo que, quando ele sai à rua, os olhemos de lado e digamos que são "uma cambada de malandros que não querem trabalhar".

No meio disto tudo, na verdade, continuamos a reclamar por um novo levantamento de Abril. De preferência com os capitães a darem a cara por nós outra vez. Queremos a revolução na rua, sonhamos com uma mudança de vida, mas aceitamos de bom grado o salário de 400 euros a troco de doze horas de trabalho e, no final, ainda damos graças porque temos trabalho e há muitos que até o faziam de borla.

Afinal, ambicionamos por um futuro melhor e nem reparamos, ou fingimos não reparar, que nos estão a roubar o presente. Aplaudimos o aumento da escolaridade, lamentamos a subida do preço da gasolina e fingimos não reparar que a cada ano ganhamos menos.

Queremos uma revolução, mas esquecemos que ela tem de começar em cada um de nós, que não podemos ficar à espera que outros a façam. Os outros que a façam que eu agora não posso.

Cantem os Deolinda odes ao "mundo parvo onde para se ser escravo é preciso estudar". Povo de doutores. E de engenheiros. Povo de mansos que tem medo de lutar.

publicado por Helder Robalo às 11:22

02
Fev 11

Informa o Sindicato dos Jornalistas, numa newsletter que ainda não está disponível no seu sítio, que "o desemprego voltou a penalizar os jornalistas em 2010, ano em que só na Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas (CPAFJ) foram pagos subsídios a 209 profissionais, 30 dos quais relativos a subsídios sociais e parciais de desemprego, o que traduz a dificuldade em regressar à vida activa.

No ano transacto, entraram na CPAFJ 173 novos processos, dos quais 115 se referiam a novos subsídios de desemprego, 38 a novos subsídios sociais (apoio social destinado aos desempregados que esgotaram o período máximo de subsídio de desemprego) e seis a subsídio parcial (para beneficiários de subsídio de desemprego que aceitam um emprego a tempo parcial), enquanto 14 se destinaram ao recebimento da totalidade do subsídio de desemprego para investimento em iniciativas de auto-emprego.

Os dados referidos não traduzem a totalidade das situações de desemprego. Além da Caixa dos Jornalistas, também os centros regionais da Segurança Social processam subsídios para profissionais que estão inscritos nestes serviços e não na CPAFJ.

O número de processos entrados em 2010 foi inferior em apenas dois ao registado em 2009 (175), podendo considerar-se um volume significativo de novos desempregados. Manteve-se assim a brutal tendência para os despedimentos registada nos últimos anos. Em 2008, o número de novos processos fora de 96 e em 2007 tinha sido de 82.

Aquela tendência manifesta-se de forma expressiva nos dados sobre beneficiários de subsídios pagos: 209 em 2010, menos quatro apenas do que no ano anterior, que já tinha subido desde 2008 (157), retomando a vigorosa expulsão de jornalistas das redacções dos últimos anos. Só em 2006, a Caixa manteve 350 beneficiários de subsídios.

 

É a seguinte evolução do número de beneficiários com subsídios pagos pela CPAFJ registada nos últimos seis anos:


SUBSÍDIOS PAGOS 2005 2006 2007 2008 2009 2010
SUBSÍDIO DESEMPREGO 257 312 203 137 184 165
SUBSÍDIO SOCIAL DESEMPREGO 40 35 48 19 19 24
SUBSÍDIO DESEMPREGO PARCIAL 2 2 - - 1 6
SUBSÍDIO GLOBAL DESEMPREGO - - 1 - 8 14
SUBSIDIO COMPLEMENTAR 2 1 - 1 1 -
TOTAIS 301 350 252 157 213 209
publicado por Helder Robalo às 12:28
Averbamentos: ,

25
Jan 11

Acreditando no que dizem as "partes" da Concertação Social ao sítio do Público: «a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) não tem dúvidas de que se trata de uma nova "taxa" que acabará por se reflectir nos salários, um receio que a CGTP também expressou, alertando que a criação de um fundo para financiar os despedimentos - que "as empresas rejeitam e não querem suportar" - acabará por ser pago pelos trabalhadores».

Alguém realmente acredita que o novo modelo de indemnização proposto pelo Governo se vai ficar apenas pelos novos contratos? Alguém acredita, efectivamente, que as empresas vão aceitar que tenham de pagar na mesma indemnizações de vinte ou trinta anos aos trabalhadores que já têm nos quadros?

publicado por Helder Robalo às 12:49

24
Jan 11

Patrões e Governo querem impor tectos salariais para as indemnizações. E uma redução dos valores pagos para cada ano "de casa".

 

A CGTP, segundo o sítio do Público, considera tal decisão "absurda" e acusa o Governo de estar a ajudar as empresas "a substituir os trabalhadores efectivos por trabalhadores precários, com salários mais baixos, menos direitos e maior precariedade social.

 

Na UGT... Bem, na UGT "considera-se que a imposição de um tecto às indemnizações é uma forma de embaratecer os despedimentos, mas, ainda assim, o presidente da central, João de Deus, diz-se disponível para negociar. Com três condicionantes: que os tectos se destinem apenas a novos contratos, que o valor imposto seja "razoável" e que o fundo para financiar as indemnizações seja exclusivamente suportado pelas empresas".

 

E eu questiono-me: Se a UGT é uma União Geral de Trabalhadores, ou seja, uma confederação de sindicatos que terá como principal missão defender os interesses dos trabalhadores, o que acham os sindicatos filiados nesta confederação desta tomada de posição da "sua" central? Terá, aliás, a UGT condições para continuar a existir enquanto confederação de defesa dos trabalhadores? E, já agora, o que estão à espera os sindicatos aqui filiados para se desvincularem desta confederação?

publicado por Helder Robalo às 15:55

A direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) divulgou hoje, através do seu sítio, um comunicado onde informa que a constitucionalidade de cortes salariais vai ser suscitada. «O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português vão requerer conjuntamente a apreciação da constitucionalidade das normas do Orçamento de Estado que instituem cortes salariais na Administração Pública e empresas do Sector Público, em que se incluem a RTP, Lusa e “Jornal da Madeira”.A decisão dos dois partidos vai ao encontro da posição defendida pelo Sindicato dos Jornalistas (SJ) nos encontros realizados com os respectivos grupos parlamentares, informa a organização sindical em comunicado divulgado hoje, 24 de Janeiro, e que a seguir se transcreve na íntegra» na página do SJ.

publicado por Helder Robalo às 15:10

07
Jan 11

Por vezes o Sindicato dos Jornalistas é acusado de nada fazer em defesa dos trabalhadores. Erradamente. Aqui fica mais uma prova:

 

Em comunicado hoje divulgado, o SJ informa ter já notificado os seus associados naquelas empresas [RTP, Lusa e “Jornal da Madeira”] desta decisão, e esclarece que decidiu avançar com a acção por “entender que estão a ser atingidos, com carácter de generalidade, direitos dos seus associados ao serviço daquelas empresas – a primeira de capitais exclusivamente públicos e as outras duas de capitais maioritariamente públicos –, especialmente a garantia da manutenção do valor das retribuições” (ler mais no sítio do Sindicato dos Jornalistas).

publicado por Helder Robalo às 13:11

18
Dez 10

O debate já foi feito há uns anos largos, entre os jornalistas, mas um grupo de pessoas tem procurado, nos últimos dois anos, trazer de novo o debate da Ordem dos Jornalistas para tema do dia. Um dos argumentos maiores utilizados é o de que é necessário criar um organismo, independente dos jornalistas e do poder político, que regule a deontologia profissional, uma vez que, dizem, a auto-regulação não tem funcionado.

Por diversas razões, em dez anos de profissão, sempre me opus a uma ordem profissional dos jornalistas. Por entender que, nesta profissão, é algo que não faz sentido e mais não seria do que a criação de uma montra de vaidades para alguns e, principalmente, de um controlo inadmissível no acesso à profissão.

 

Hoje, no Porto, o ministro da Ciência e da Tecnologia, de acordo com notícia da Lusa replicada pelo Público, meteu o dedo na ferida e fez um ataque violentíssimo às ordens profissionais em Portugal e acusou-as de apenas quererem deter a chave da porta de acesso à profissão, desculpando-se com a necessidade de existirem para controlar (regular para ser simpático) a deontologia profissional. Sem deixar de apontar o dedo acusatório à complacência parlamentar.

 

Diz Mariano Gago: «“Chegam lá ao gabinete e dizem-me: ‘Senhor ministro, desculpe lá, quer proletarizar esta profissão? Arranje uma maneira de fechar estas entradas, seja como for’”, referiu, citando o estilo de conversa dos representantes das ordens profissionais.»

 

E acrescenta: "A complacência, a cedência corporativa a quem chateia o parlamento com o argumento de que não se pretende fechar o mercado de trabalho - que ideia! - e apenas se quer fazer deontologia, é absolutamente extraordinária".

 

Creio que é um discurso interessante para ler. Sobretudo aqueles que com tanto afinco querem promover este debate na classe!

publicado por Helder Robalo às 14:28

Julho 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


comentários recentes
Não descontassem no salário e a adesão era bem mai...
Claro que aprovaria. Isto de decidir conforme os v...
o teu blog é muito bom vem visitar o meu
Fernando,Convido-o a visitar este meu outro espaço...
Obrigado :)
Parabéns pelo destaque :)
A cultura deve ser preservada a todo o custo. Por ...
Caro Pedro, obrigado pelo aviso e pelo destaque.Ab...
Mas se ao invés de o bloqueio ser não abastecer ne...
Bom dia,O Bloco de Averbamentos está em destaque n...
mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

9 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO