Averbamento (s. m.): Acto ou efeito de averbar; Nota lançada à margem de um título ou registo; Registo.

25
Set 11

publicado por Helder Robalo às 14:14
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21
Jul 11

Diz Daniel Oliveira, e eu concordo:

«O governo baixou as indemnizações por despedimento. Dizer que, em tempo de crise, a medida serve para promover o emprego só pode ser uma brincadeira de mau gosto. Tornar mais barato o despedimento é retirar um entrave a essa decisão. Retirar um entrave a essa decisão reduz o poder negocial dos trabalhadores. Se o despedimento é mais fácil, ele estará sempre à espreita. E perante esse fantasma, é mais provável que o trabalhador aceite tudo o que lhe é imposto».

 

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/despedimento-barato-para-baixar-salarios=f663043#ixzz1Sk1Gdexx

publicado por Helder Robalo às 13:13
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14
Jul 11

 

Naturalmente. Íamos agora tributar muitos dos que foram responsáveis pelo actual estado do País? Ah, desculpem, não, a culpa é de quem trabalha por não trabalhar o suficiente. E de quem está reformado porque, naturalmente, podia bem estar a trabalhar e não o faz por natural anti-patriotismo. E de quem está no desemprego porque, como é natural, há tanto trabalho por aí e ninguém quer trabalhar.

Naturalmente, isto é tudo natural.

publicado por Helder Robalo às 13:16

11
Jul 11

Incomoda-me um pouco ler os comentários às notícias em linha nos inúmeros sítios de órgãos de comunicação social.

Para muita gente, aparentemente, uma opinião só é válida se imposta à custa de insultos, agressões verbais e lançamento de suspeitas sobre tudo e sobre todos. Esta facilidade de insultos transportou-se, também, para as redes sociais. Basta abrir os comentários sobre um texto mais "duro" para alguém e logo aparece o rol de insultos.

Costuma dizer-se que o 25 de Abril foi óptimo porque permitiu a todos dizerem o que pensam. O problema é que abriu também a porta à má-educação e consagrou, quase constitucionalmente, o direito ao disparate.

Será este o reflexo de toda uma sociedade? E até quando vai durar? Até ao dia em que alguém se senta em tribunal pelos insultos proferidos e suspeições levantadas em espaços públicos?

publicado por Helder Robalo às 10:29
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07
Jun 11

O Ministério das Finanças disponibilizou hoje, no seu sítio, uma "Sistematização das medidas do Programa de Apoio Económico e Financeiro a Portugal até ao final de 2011". São oitenta e quatro (84) medidas.

 

Basta seguir o link.

publicado por Helder Robalo às 18:41

21
Abr 11

Lá por casa a minha mais que tudo está desde as 12.30 de hoje oficialmente de fim-de-semana. Só volta a trabalhar às 08.00 de terça-feira.

Por aqui ainda se vai alinhavando umas linhas que podem, eventualmente, sair no fim-de-semana. E segunda-feira o despertador vai tocar cedo porque é preciso vir aconchegar mais uns caracteres nas linhas de uma peça que hão-de encher uma página.


É este o exemplo que o Estado dá ao Privado. E que tem para oferecer como postal pascal para os senhores estrangeiros que têm nas mãos o nosso futuro económico no curto e médio prazo. Bonito, não é?

publicado por Helder Robalo às 18:47
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08
Abr 11

publicado por Helder Robalo às 15:46

04
Abr 11

Este fim-de-semana voltou a assistir-se a uma verdadeira vergonha em torno de uma partida de futebol. Um autocarro de uma equipa de futebol escoltado como se lá dentro fossem os mais perigosos criminosos, pedras a voar como se de repente a Praça Tahir se tivesse mudado para as imediações do Estádo da Luz, a polícia a atirar balas de borracha como se estivesse a combater forças inimigas.

No meio de tudo isto foi detida uma dúzia de pessoas que, provavelmente, no próximo dia 20 de Abril vão voltar a fazer exactamente o mesmo. Tudo porque, em Portugal, ao contrário do que sucede em Inglaterra, os arruaceiros dos estádios de futebol continuam a levar a sua vida sem sobressaltos de maior. E enquanto assim for vamos continuar a assistir a cenários de guerra sempre que dois clubes grandes se defrontam.

É triste!

publicado por Helder Robalo às 22:21
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24
Mar 11

Tal como muitos temiam, os mercados não reagiram bem ao chumbo do PEC IV e ao pedido de demissão do primeiro-ministro. As taxas de juro dispararam e bateram recordes. Como se esperava ainda, na Europa aumentaram de tom as vozes que exigem que Portugal recorra o mais rápido possível ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. A começar pelos nossos vizinhos espanhóis, que temem que os mercados, depois de arrastar Portugal para a ajuda externa, se viram para Castela.

Ouvia ainda há pouco o António Esteves Martins, correspondente da RTP em Bruxelas, recordar que as medidas que compunham o novo PEC tinham o aval e a chancela da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu. E ouvira antes que o PSD, chegando ao poder, pondera desde já aumentar a taxa máxima do IVA, o que permite, em tese, reforçar a obtenção imediata de receita. Resta saber o efeito que esse aumento terá no consumo.

No meio de tudo isto, eu, que nunca gostei dos governos de José Sócrates, continuo convencido que as alternativas não o são verdadeiramente e que, na prática, quem vai continuar a sentir no bolso os efeitos da crise.

Resta saber quanto tempo vai demorar até que os senhores do Fundo Monetário Internacional deixem de dar indicações governativas por telefone e venham instalar-se nos gabinetes dos ministérios portugueses. E descobrir - esta rapidamente - quais os verdadeiros efeitos desta crise política.

publicado por Helder Robalo às 13:37

23
Mar 11

Os partidos da Oposição, com a bênção - primeiro em tom bem audível, depois em silêncio - de Cavaco Silva conseguiram aquilo que pretendiam: provocaram a demissão de Sócrates. Já Sócrates, perante a inevitabilidade, fez o que era mais expectável: foi a Belém apresentar a demissão ao Presidente da República. Nada de novo, nada que surpreenda totalmente, desde que Cavaco, à entrada para o segundo e último mandato, mandou às urtigas a cooperação estratégica e se vingou dos ataques do PS encostando o seu líder às cordas perante o olhar atento de todo o País e dos principais líderes europeus. Nada que surpreenda quando se estava perante um Governo sem maioria e forçado a tomar medidas duras para o País e, sobretudo, para os bolsos dos portugueses.

 

A Oposição, como era esperado nos últimos dias, rejeitou novas medidas de austeridade que, supostamente, pretendiam evitar a entrada do FMI em Portugal - alguém acredita mesmo que as anteriores medidas não foram tomadas com o aval do FMI? O Governo, como seria de esperar, dramatizou a questão e acusou os outros partidos de provocarem a entrada do Fundo Monetário Internacional. Passos Coelho, naturalmente, a partir do momento que o primeiro ministro anunciou que sem PEC4 não governaria, posicionou-se como alternativa ao actual Governo. Sócrates, obviamente, bateu com a porta acusando tudo e todos de lhe terem retirado condições para governar, mas mostrando-se disponível para voltar a ser o principal governante português.

 

No meio de tudo isto, que se vai lixar são os trabalhadores, os pensionistas, os pobres, os remediados, aqueles que trabalham de sol a sol para levar para casa uma miséria de salário, mas que, como se vivessem num país rico, vão ter de pagar os custos de uma nova campanha eleitoral. Que, ou muito me engano, ou vai resultar em nova campanha dentro de ano e meio a dois anos, no máximo. Por uma razão simples: não acredito que qualquer um dos partidos consiga, nas urnas, recolher a maioria dos votos dos portugueses.

 

A ver vamos.

publicado por Helder Robalo às 23:04

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