Averbamento (s. m.): Acto ou efeito de averbar; Nota lançada à margem de um título ou registo; Registo.

28
Mai 10

Morreu em casa, há cerca de 15 dias, num apartamento de Canidelo, Gaia, mas só ontem o cadáver foi encontrado, embora o mau cheiro tivesse invadido o prédio há já alguns dias. José, de 51 anos, morava sozinho e há muito que não falava com a vizinhança.

 

É assim que Ana Esteves, no Jornal de Notícias, nos enquadra este caso. Durante 15 dias ninguém deu pela falta deste homem. Durante duas semanas ninguém mostrou interesse em saber o que teria acontecido com o José que ninguém via. Aos 51 anos este homem não tinha ninguém que se preocupasse com ele.

Faz lembrar o caso do emigrante português que esteve três anos morto dentro de casa sem que ninguém se preocupasse com o seu desaparecimento.

Casos destes, infelizmente, parecem ser cada vez mais habituais, numa sociedade que vive constantemente na ansiedade de cumprir com as suas obrigações laborais, fiscais e afins esquecendo, no entanto, os seus deveres solidários e familiares.

publicado por Helder Robalo às 13:01
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06
Abr 10

O Exército norte-americano tinha-o vindo a negar, mas as novas tecnologias conseguiram tornar público o que a própria justiça recusaram. Vários civis foram mortos, em Julho de 2007, em Baghdad. Entre eles o repórter Namir Noor-Eldeen, da Reuters. As supostas armas, levadas por alguns civis, mais não seriam do que câmaras fotográficas e de filmar.

 

O vídeo, de 39 minutos e sem cortes, está agora, e para já, disponível no canal de vídeos Youtube (http://www.youtube.com/v/is9sxRfU-ik&hl=pt_PT).

 

A situação fora denunciada logo na altura pelo The Washington Post.

 

Não será também isto terrorismo?

publicado por Helder Robalo às 14:46
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19
Mar 10

A situação que ontem se viveu nas imediações de Alvalade afinal não seria de todo uma surpresa. Segundo o Correio da Manhã - versão que já tinha ouvido ontem à noite no noticiário da RTP2 - "após o jogo da 1.ª mão, as autoridades descobriram que as duas claques combinaram uma batalha campal num local de Lisboa".

Ora, perante isto, e tendo até em conta não só os problemas causados pela Frente Atlético com a claque do Marselha, mas também o ocorrido no Porto antes do jogo para a Champions há um ano, precisamente, não seria de garantir um efectivo policial adequado nas imediações do estádio com uma grande antecedência?

Fala-se agora em castigos severos para os dois clubes. Nada mais errado no meu entender. Punir os clubes - com jogos à porta fechada ou multas pesadas - em pouco ou nada prejudica as claques mais violentas. Quanto muito esses simpatizantes ficam sem ver dois ou três jogos de futebol.

Não seria preferível fazer-se antes como sucedia, sobretudo na década de 1980, em Inglaterra? Com adeptos proibidos de viajar para as cidades dos jogos, impedidos de se aproximarem das imediações dos estádios onde a sua equipa jogasse ou banidos, para sempre, dos estádios de futebol?

Ou vamos continuar a brincar aos polícias e ladrões e só tomar medidas, a sério, quando voltarem a morrer pessoas nas imediações dos estádios de futebol?

publicado por Helder Robalo às 10:46
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11
Mar 10

O caso passou-se numa freguesia próxima de Viana do Castelo e conta-se em duas penadas, com todo o respeito por quem sofre com e por causa dele: um grupo de jovens supostamente "divertia-se" a atear fogueiras à porta de lojas e casas, entre outras brincadeiras de gosto muito duvidoso, importunando e assustando quem ali trabalhava ou morava.

Uma das vítimas das "brincadeiras" cansou-se e decidiu pedir "contas" aos alegados responsáveis, sendo seguido por amigos e familiares. Um dos jovens terá sido de tal forma agredido que acabou por falecer já no hospital.

Trata-se o caso como sendo de "justiça popular". No dicionário, justiça vem definida como sendo a "prática e exercício do que é de direito, conformidade com o Direito, rectidão". Que justiça pode haver então na atitude de alguém - isolado ou em grupo - que decide pedir contas das atitudes erradas de outro alguém chegando a um ponto de lhe tirar a vida?

 

Mas que direito tem alguém de matar outra pessoa, mesmo que sendo aquela primeiramente vítima?

publicado por Helder Robalo às 13:19
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